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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Frio

O frio envolve meu corpo e me traz lembranças do dia que te ouvi dizer adeus. Meus dias se resumem em noites de inverno e manhãs sem sol. Ao me contemplar no espelho, avisto que meus olhos que antes expressavam o calor de um dia ensolarado deixou que uma tristeza polar o dominasse e não consigo afastar do peito a saudade que me consome e a dor que levou embora as marcas de um amor eternizado.
Não...
sou poeta e como se temessem a dor que desejo expressar, as palavras me fogem e minha voz permanece adormecida em minha garganta, sinto que o riso, que antes era reflexo da nossa felicidade se perdeu e tudo o que ouço é o murmurar de minha alma que lamenta a perca de um amor sincero.
Meu coração aos poucos perde o ritmo e a vontade de viver escorrer de meus olhos através de lagrimas. Meus livros estão largados na estante, os versos que antes, escrevia para te dar provas do meu amor, se perderam na memoria e se insisto em tentar recorda-los uma dor invade meu peito e tenho a certeza de que minha alma nesses momentos implora, para que eu guarde somete para ele, para o meu amado, os versos que lhe fiz.

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