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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Odio

Me odiei no dia que te disse adeus , na hora que virei o rosto e neguei meus lábios a quem na verdade sempre os pertenceu. Chorei uma noite inteira tentando te esquecer e imaginando o que faria com o amor que guardava em mim. Cheguei a gritar na frente do espelho procurando frases feitas para te falar o que minha voz covarde nunca ousara dizer. Percorri ruas e mais ruas buscando nos olhos das pessoas o brilho que eu encontrava nos teus, depois de cada beijo roubado e dos nossos risos descontraídos.
Enfrentei tempestades na esperança de que ela pudesse levar todas às lagrimas de meus olhos, mas mais uma vez na chuva, eu sentia falta de ti e dos seus braços protetores a me envolver. E com o tempo seu riso se perdeu, eu já não sentia o teu perfume e de meus lábios se foi o teu sabor. E em meio às lagrimas que me cercavam e das nossas juras de amor eu me perdi em solidão tentando te encontrar nas estrelas que haviam testemunhado o nosso amor e o que havia restado dele.
Não posso te precisar quantas vidas eu levei pra viver esse amor e quantas outras serão precisas para que eu se quer possa pensar em esquece-lo. Te sinto ao fechar os olhos e permitir que o vento acaricie minha pele, te sinto ao final de cada dia quando o sol ilumina o meu corpo e transmite o seu calor em pequenas ondas que me fazem lembrar o afago dos teus dedos. Te sinto a cada amanhecer da aurora e nada me torna mais feliz do que lembrar das vezes que te ouvi dizer “te amo” ao nascer do sol. É nessas horas meu amor que tua presença se faz constante, é nesse pequeno instante da eternidade que eu reconheço que nunca me arrependerei de amar você.

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